
Baseado em fatos reais, inspirado na vida do magnata da comunicação Willian Randolph Hearst, nascido e criado em berço de ouro, herdeiro de um jornal que ambicionava o crescimento do seu veículo de comunicação e assim o fez.
Plantava notícias, pagava para uma pessoa simular um desmaio em via pública, só para testar o serviço de atendimento de saúde em sua cidade, constatado a demora na prestação do atendimento, noticiava a precariedade do serviço criticando o governo local.
Este filme polêmico e arquivado por longas décadas devido a interesses políticos e do próprio Hearst, é um exemplo claro para se falar de Industria cultural. Termo este que surgiu em meados da década de 1940 e já manifestado desde a Revolução Industrial no século XIX, surgiu como forma de entretenimento aos trabalhadores estafados nas fábricas, os mesmos eram alienados, passavam a maior parte do dia exercendo funções repetitivas e precisavam de algo que mudasse sua rotina, como no filme “Tempos Modernos”, de Charie Chaplin (Modern Times, EUA 1936).
Nasceu assim, a cultura de massa, ou seja, a popularização das manifestações culturais já existentes, porém, com uma moldagem apropriada para o público consumidor submetido às ordens de uma minoria majoritária.
Visando apresentar os prós e contras da cultura de massa e sua influência na vida da sociedade, o filme Cidadão Kane, provoca e pede uma reflexão urgente da população sobre a forma manipulatória dos mass media. De fato uma das maiores obras cinematográficas de todos os tempos, tão antiga, porém, tão presente em nossa realidade.
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